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A Primeira Noite

A Primeira Noite

Depois de terminada a mudança… me lembro que as camas estavam armadas e as roupas já nos velhos guarda-roupas embutidos…
É engraçado como parece meio um filme, onde as coisas ficam prontas de forma instantânea, talvez porque arrumar os armários ou armar as camas não fosse um fato que a minha mente achou que merecesse ser guardado…
Você sabia que a mente humana tem essa ferramenta, certo?
Alguns fatos, ações e aprendizados, são automatizados pelo nosso cérebro, para que possa sobrar mais espaço e tempo para as coisas que realmente importam…
E acredito que a partir dessa noite, na casa barulhenta, tudo, absolutamente tudo seria importante, assustador e real.

Todos saíram

Bem, naquela noite, todos saíram, o irmão foi trabalhar, a mãe, o irmão mais novo e o bebê foram passear na avó e eu fiquei… acho que estava cansada, ou talvez já fosse a casa me dizendo que ali era o meu lugar.
Um cheiro de vela no corredor, me tirava o fôlego e me amedrontava, mas eu pensava… – “Imagina, estou assustada pelas brincadeiras da velha!”
Vou tomar um banho, no meu novo velho banheiro rosa e vou descansar… mas antes deveria desligar todas as luzes, certo?

As luzes

Bem, isso era o que eu achava, mas a casa não…
Desliguei as luzes da sala… cozinha e adentrei o corredor que dava para o quarto com banheiro rosa… Com toque firme no interruptor antigo apaguei a última luz, quando cheguei na porta, todas as luzes se acenderam!
Pensei… essas casas velhas, já dando problema na fiação… mas lá no fundo, além do meu consciente eu sabia que não havia problemas com a eletricidade, mesmo assim resisti… tornei a apagar a luz e dessa vez fui ainda mais rápido para o meu destino e em um click… ela acendeu…
Ok, pensei, você venceu, deixei as luzes ligadas e fui tomar banho, a minha razão dizia ao meu medo, para parar de bobagem, afinal, eram apenas luzes… quando sai do banheiro, as luzes continuavam acesas e eu assustada, mas ainda assim mais uma vez tentei…

Achei que estava sozinha

Apaguei, tudo e um momento de digamos… limite de sanidade, sem pensar no que estava fazendo eu disse: – Se tem alguém aqui me dê um sinal!!!!
E as luzes, não acederam novamente…
Ufa era apenas a fiação, deitei…
As Aves Marias eram minhas companheiras inseparáveis, me davam força e me faziam adormecer…
Mas antes de ter tempo de começar a rezar, um estrondo… um barulho de portas batendo… bem eu pedi um sinal, não é mesmo? E ele veio…
Agora eu acendi as luzes…
Não havia nada, nem ninguém… apenas eu, meu medo e as luzes apagadas… de volta as minhas Aves Marias eu adormeci… o cheiro e as luzes, ainda estavam lá…

E você já teve alguma experiência que todos dizem ser sua imaginação mas você sabe que sua imaginação não seria tão sombria?

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